Playgirls

Playmate Vintage. Ainda se lembra da miúda de “Baywatch”?

Brande Roderick foi Playmate do Ano em 2001. Neste regresso ao passado, recuperamos as imagens e a própria fala sobre o tempo passado com Trump.

Nasci no norte da Califórnia e mudei-me para Los Angeles para ser atriz. No início, dormia num sofá e não tinha carro. Já tinha feito alguma televisão, como “Beverly Hills, 90210” ou “Love Boat: The Next Wave”, mas a PLAYBOY foi o meu grande trampolim.

Sempre quis ser Playmate. Quando a minha mãe estava grávida, viu uma miúda chamada Brande na PLAYBOY do seu tio. Ela queria que eu fosse bonita como essa Brande, então deu-me o mesmo nome. A primeira vez que conheci o Hef – um amigo mútuo levou-me a uma sessão de cinema na Mansão – contei-lhe a história do meu nome. O Hef levou-me à sua biblioteca e folheámos algumas revistas para tentarmos achar esta rapariga. Não achámos, mas foi maravilhoso conhecê-lo. Quando o voltei a ver foi num night-club de L.A. e disse, “Sou aquela miúda a quem a mãe deu o nome de uma modelo da PLAYBOY!” Ele convidou-me para sentar e foi aí que a nossa amizade começou.

Namorámos durante dois anos, a partir de 1998, algo de que eu nunca falei. Ele teve um impacto enorme na minha vida. Ensinou-me tanto sobre o negócio do entretenimento e como lidar com o sucesso. As pessoas assumem que ele só queria festas, mas não sabem que era muito leal. Era uma época em que ias a festas e te divertias com pessoas como George Clooney, Leonardo DiCaprio e Cameron Diaz. Não existiam telemóveis com câmara, redes sociais, nem nos tínhamos que preocupar com o TMZ.

Claro que havia um flirt [com Donald Trump] – ele faz isso com toda a gente – mas nunca deixou de me respeitar

Pouco depois da minha sessão para Playmate, em Abril de 2000, fui escolhida para o Baywatch Hawaii e mudei-me para lá, passava o dia na praia e a nadar no oceano. Até que recebi a chamada da editora de fotografia da PLAYBOY, a perguntar se gostaria de ser a Playmate do Ano. Disse que sim, desliguei, e gritei e saltei com a minha amiga Stacy Kamano.

Depois de ter feito o meu primeiro “Celebrity Apprentice” achei que estava na altura de escrever as minhas memórias. Acabou por se tornar num livro de auto-ajuda baseado na minha experiência de vida. Foi revisto pela Jenny McCarthy e tanto Donald Trump como Hef contribuíram para ele. Na altura das eleições de 2016, os media escreveram mentiras descaradas, como dizer que o Donald se estava sempre a fazer a mim durante o “Celebrity Apprentice”. Nada podia estar mais longe da verdade. Claro que havia um flirt – ele faz isso com toda a gente – mas nunca deixou de me respeitar.

Por essa altura comecei a afastar-me do entretenimento. Decidi dedicar-me à venda de imóveis, passei vinte anos a construir o meu nome, por isso vou usá-lo. Por vezes ainda faço um programa de televisão, mas estou mais dedicada a criar os meus filhos e a coisas como a minha vinha. Quero ter o meu próprio rosé. Ser mãe solteira e trabalhar a tempo inteiro não é fácil, mas sempre fui muito decidida. Vou atrás do que quero e faço-o.

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Artigo publicado na edição de maio de 2019 da PLAYBOY PORTUGAL. Pode comprar a edição impressa na loja online.