Desporto

Maior escândalo sexual do desporto olímpico em foco em novo documentário

“Athlete A: Abuso de Inocência” mostra como durante décadas a equipa de ginástica olímpica norte-americana escondeu abusos sexuais.

Foram 30 anos de um médico predador a trabalhar junto a ginastas de topo, muitas delas ainda menores quando atingiam o auge da modalidade. Enquanto em frente aos holofotes os EUA iam conquistando medalhas, nos bastidores havia uma organização que foi complacente, acabando por proteger um predador sexual.

Larry Nassar é o predador desta história mas não é o único criticado num novo documentário da Netflix, “Athlete A: Abuso de Inocência”. A equipa olímpica e o seu líder, Steve Penny, que chegaram a negociar com o abusador e a contratar um detective privado, ao invés de deixarem as autoridades investigar, também estão em cheque neste documentário da autoria de Bonni Cohen e Jon Shenk.

Era no consultório do médico Larry Nassar que, sem luvas, este abusava de raparigas que se sentiam isoladas e impotentes para o denunciar. Até que aos poucos foram percebendo que não eram as únicas vítimas: o comportamento abusivo de Nassar era padrão. Os abusos eram sempre cometidos no rancho Karolyi, onde as ginastas se juntavam uma semana por mês em treinos.

A forma como a equipa olímpica tentou esconder os abusos é um dos focos de “Athlete A: Abuso de Inocência”, documentário que se estreia esta quarta-feira, 24 de junho, na Netflix.  Atleta A é expressão que foi usada durante o processo judicial para proteger a primeira ginasta que deu voz aos abusos, abrindo caminho a que muitas outras sórdidas e criminosas histórias de Nassar fossem reveladas.

Quando foi condenado, Nassar viu as suas “não vítimas, mas sobreviventes”, uma a uma, a acusá-lo uma em tribunal. Apanhou 175 anos de cadeia.