Desporto

Encontrado nó de forca na garagem de Bubba Wallace, o único piloto negro da NASCAR

Objeto é uma ameaça que remonta ao tempo em que negros eram linchados e surge após piloto ter apoiado o fim das bandeiras da Confederação na competição automóvel.
Bubba Wallace

Há duas semanas, Bubba Wallace mostrou o seu apoio a uma mudança histórica na NASCAR, uma que chegou na sequência de protestos de Black Lives Matter nos EUA.

Este domingo, 21 de junho, deveria ter sido de corrida da Nascar em Talladega. A chuva caiu, a prova foi adiada e outro assunto tomou cotna das manchetes: o nó de forca que foi deixado na garagem do carro 43, precisamente o carro que pertence ao único piloto  negro a tempo inteiro da NASCAR, Bubba Wallace

A NASCAR é a maior competição automobilística norte-americana e está bastante implantada no sul do país. Até recentemente, era frequente verem-se nas bancadas bandeiras da Confederação, a coligação de estados do Sul dos EUA que defendia a escravatura e que foi derrotada na guerra civil, no século XIX.

Embora a decisão tenha sido elogiada por muitos, e surja numa altura em que nos EUA se debate também a exposição de estátuas de generais confederados, que eram a favor da escravatura, há quem não a tenha aceitado bem a proibição de entradede bandeiras da Confederação no recinto.

Este nó de forca é por isso visto como um ato racista, que evoca os períodos conturbados da história dos EUA, em que homens negros eram linchados, nomeadamente por membros do Ku Klux Klan.

Apesar de tudo, Bubba Wallace não se amedrontou. “O detestável ato de racismo e ódio de hoje deixa-me incrivelmente triste e serve como lembrete doloroso do quanto ainda precisamos de avançar enquanto sociedade e do quanto precisamos de ser persistentes na luta contra o racismo”, escreveu Wallace.

Entretanto, a NASCAR mantém-se firme na sua decisão de proibir a exibição de bandeiras da Confederação e censurou publicamente o ato racista de que Bubba Wallace foi alvo. Também a equipa pela qual corre Bubba Wallace, a Richard Petty Motorsports, saiu em defesa do piloto.