Cultura

Eles partem tudo: os heróis mais rijos da história do cinema

Dão cabo de dezenas de vilões apenas com um cartão de crédito na mão. Ou com um pontapé rotativo certeiro.
Ó Zé, tás a falar comigo?

Numa época de super-heróis, as personagens têm poderes sobre-humanos, voam, esmagam carros com as mãos e disparam raios laser. Antes de tomarem conta dos blockbusters, o cinema já tinha os seus durões. Homens simples e com temperamento delicado, barba rija e que limpavam dezenas de criminosos com um ou outro golpe de uma qualquer arte marcial. Quem não se recorda da celebre cena de Steven Seagal, que despacha uma dezena de vilões armados, apenas com um cartão de crédito?

Se os super-poderes não o convencem, recorde estes 10 heróis que apenas precisavam de duas coisas para dar cabo de quem lhes aparecesse pela frente: um pontapé bem dado e uma frase feita. “Yippie ki yay motherfucker!”

Charles Bronson

Os nossos pais cresceram a ver os seus filmes, enquanto as nossas mães suspiravam por ele. Charles Bronson lançou-se no cinema durante a década de 50 e foi um dos heróis dos westerns. Conhecido pelos filmes de ação – não falava muito, mas batia forte e feio -, vale a pena recordar os seus papéis na obra prima de Sergio Leone, “Aconteceu no Oeste”, ou em “O Justiceiro da Noite”, onde tomou o papel de Paul Kersey, um arquiteto de Nova Iorque que perde a mulher e a filha num crime violento. Depois do trauma, dedica as noites a limpar as ruas da cidade de todos os criminosos que lhe aparecem pela frente. Charles Bronson morreu em 2003, devido a uma pneumonia. Tinha 81 anos.

Clint Eastwood

“Go ahead, make my day.”. A frase de Dirty Harry ficou para a história como uma das mais ameaçadoras de sempre. Não tanto pela frase, mas pelo olhar fulminante de Clint Eastwood, enquanto empunhava a icónica e não menos ameaçadora Smith & Wesson Modelo 29. O papel de detetive com cara de poucos amigos – e o pior pesadelo dos criminosos – foi um dos que mais marcaram a carreira de Eastwood, a estrela dos westerns da década de 60, protagonista de obras como “O Bom, o Mau e o Vilão” e “Por Um Punhado de Dólares”.

Chuck Norris

As piadas sobre a dureza de Norris dariam para encher uma enciclopédia. Olhar penetrante, punhos de aço, um peito peludo e um pontapé rotativo de fazer corar Jean-Claude Van Damme. Era com estas armas que despachava todos os adversários – e nem as ratazanas escapavam, se não acredita veja este vídeo. Todos, menos um, o lendáro Bruce Lee, o único a devolver as tareias a Norris em “A Fúria do Dragão”.

Na década de 80 correu o Vietname de metralhadora em punho e tornou-se no mais famoso Ranger do Texas da história. Agora, aos 77 anos, deixou o cinema para participar numa nova luta contra as grandes empresas farmacêuticas, que diz terem envenenado a sua mulher.

Sylvester Stallone

Seja como John Rambo ou no papel de Rocky Balboa, os heróis interpretados por Stallone têm duas características em comum: uma resistência física sobre-humana e um reduzido vocabulário. Que outro herói seria capaz de cauterizar uma ferida de bala com pólvora? Poucos se lembrarão de outros papéis icónicos do ator que, em anos recentes, fez nascer mais uma personagem de barba rija — o mercenário Barney Ross, personagem da saga “Mercenários”.

Arnold Schwarzenegger

Da Áustria para o mundo, recheado de músculos. Arnold Schwarzenegger foi um dos grandes durões do cinema durante a década de 80, e tanto fazia se assumia o papel de bárbaro, como em “Conan e os Bárbaros”, de robô, em “Exterminador Implacável”, ou de soldado, em “Comando”, onde matou um número absurdo de inimigos: 81. A imagem de destruidor terminou nos anos 90, quando decidiu que as comédias eram uma boa opção de carreira.

A coisa não correu bem e Schwarzenegger acabou por lançar-se na política, onde chegou ao cargo de Governador da Califórnia, que ocupou de 2003 a 2011. Um durão não amolece e a provar isso mesmo está o regresso de Arnold ao cinema, no papel de Trench, em “Mercenários” e em muitos outros filmes de ação onde tem sido protagonista, apesar dos 70 anos.

Steven Seagal

Nos anos 90, Seagal levou aos ecrãs um novo tipo de herói de ação: mais silencioso, menos espalhafatoso e musculado, mas nem por isso menos letal. Mesmo com o rabo de cavalo. Dizem os rumores que a sua carreira nasceu graças a uma aposta feita pelo agente Michael Ovitz, que afirmava ser capaz de tornar qualquer pessoa pouco carismática numa estrela. Acabou por escolher o seu professor de Aikido, precisamente Steven Seagal. Verdade ou mentira, certo é que o mestre de artes marciais foi um sucesso.

“Nico – À Margem da Lei”, “Marcado para Matar” ou “A Força em Alerta” são alguns dos filmes mais marcantes, embora ninguém consiga tirar da memória a célebre cena de “O Homem Que Brilha”, onde Seagal espanca um grupo de dez criminosos apenas com um cartão de crédito. Não temos dúvidas que seria capaz de o fazer, até porque ele também é um durão na vida real, onde chegou a ser convidado pelo governo da Sérvia para treinar as forças militares do país.

Bruce Willis

Falar do lado mais durão de Bruce Willies termina, invariavelmente, numa personagem icónica: John McClane. O polícia rebelde de feitio irascível apareceu pela primeira vez em “Assalto ao Arranha-Céus”, em 1988. Depois veio o “Assalto ao Aeroporto”, “Die Hard: A Vingança” e, já neste século, chegaram aos cinemas novas sequelas: “Die Hard 4.0”, “Die Hard: Nunca é Bom Dia Para Morrer”. O espírito dos anos 90 é que nunca mais foi recuperado. Mas ninguém se esquece do grito de guerra de McClane: Yippie ki yay motherfucker!

Liam Neeson

Natural da Irlanda do Norte, o ator teve uma carreira versátil e, até ao momento em que lhe raptaram a filha, não tinha no currículo filmes que justificassem uma presença nesta lista. Mas a trilogia “Taken” foi um momento decisivo para Neeson, o homem de “A Lista de Schindler” que tem um “conjunto de habilidades muito especiais”.

No primeiro filme, Bryan Mills persegue implacavelmente os traficantes que sequestraram a sua filha (Maggie Grace). Depois, no segundo, teve de enfrentar a vingança do mesmo grupo, enquanto na última aventura de Mills, o antigo agente da CIA é perseguido pelas autoridades após ser incriminado pela morte da ex-mulher. O pior pai de família do mundo, mas um dos melhores a partir rótulas.

Matt Damon

Assim que assumiu o papel de Jason Bourne, Damon deixou de ser apenas rapaz bem disposto de “O Bom Rebelde”. O seu percurso imita o de Neeson, porque até ao primeiro filme da saga, estava longe de ser um candidato ao título de durão do cinema. Trabalhou o físico, ganhou músculos, aperfeiçoou a sua poker face e já é a estrela de uma saga de cinco filmes que, tudo indica, não deve ficar por aqui.

Jason Statham

Desde que começou a dar nas vistas em “Snatch – Porcos de Diamantes” que a carreira do antigo nadador profissional se resume a puros filmes de ação. A fama chegou com “Correio de Risco”, onde interpretava um exímio condutor que transportava encomendas ilegais. Carros, velocidade, cenas frenéticas, perseguições e muitos socos e pontapés no ar, são as grandes habilidades de Statham que estão presentes em praticamente todos os filmes e que foram úteis para conquistar um lugar nas sagas de ação mais vistas dos últimos anos, Os Mercenários e A Velocidade Furiosa.