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Santarém esconde um trilho que o leva a uma praia fluvial de água cristalina

O percurso passa por galerias subterrâneas, grutas que abrigam espécies protegidas de morcegos e cursos de água infinitos.

Fica a pouco mais de uma hora de Lisboa, na fronteira do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros. O trilho dos Olhos de Água do Alviela, no distrito de Santarém, recebeu o seu nome devido à nascente que fica na base de uma escarpa, precisamente no local onde nasce o rio Alviela.

Tem dois quilómetros e percorrê-lo demora apenas uma hora – o suficiente para voltar e aproveitar a praia fluvial. Ao longo do trajeto pode espreitar grutas há muito abandonadas pela água e que hoje servem de abrigo a cerca de uma dezena de espécies protegidas de morcegos – razão pela qual estão interditas.

A praia de Olhos de Água foi requalificada e é de águas cristalinas e tranquilas onde pode nadar livremente. Durante mais de cem anos, esta água era utilizada para o abastecimento de grande parte da cidade de Lisboa. O percurso, sinalizado nos dois sentidos, tem início e fim junto aos Olhos de Água, no edifício da EPAL. É um caminho circular, fácil e curto.

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A água que emerge da nascente tem origem da chuva, que se precipita e se infiltra no Planalto de Santo António. Esta é depois conduzida por uma complexa rede de galerias subterrâneas, entre as centenas de grutas da zona.

O trilho percorre parte da ribeira dos Amiais, um pequeno afluente do Alviela, que a dada altura desaparece no meio da rocha. O curso continua num leito subterrâneo e observável através de uma janela cársica – uma depressão por abatimento do teto da gruta. Reaparece à superfície algumas centenas de metros à frente.

Os pontos de maior interesse são a vista geral sobre a nascente dos Olhos de Água e a foz da ribeira dos Amiais, o canhão dos Amiais, a janela cársica, onde se vê acesso a grutas que correspondem a antigos leitos da ribeira subterrânea, atualmente abandonados, na base da escarpa da margem direita da ribeira dos Amiais observa-se uma pequena represa alimentada pela nascente e a saída de nível do Poço Escuro, construída durante o século XX.

É um local com uma paisagem verdejante, relaxante e cheio de árvores que fazem sombra para que se possa abrigar do sol nas horas de maior calor. A água é fria, mas nada a que não se consiga habituar ao fim de alguns minutos. E se preferir, há zonas onde pode até saltar e mergulhar no Alviela.

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