Bem-estar

A proteína animal é melhor do que a vegetal: verdade ou mito?

Chegou a hora de desmistificar esta dúvida. A NiT e a nutricionista Andreia Lima, do Holmes Place, dão uma ajuda.

A dúvida acaba agora.

Não há dúvidas de que a proteína tem (e deve) fazer parte da nossa alimentação diária. Seja animal (carne, peixe, ovo e lacticínios) ou vegetal (feijão, lentilhas, grão de bico, tofu ou soja), ela tem de estar sempre no nosso prato. Mas haverá uma melhor do que outra?

Vejamos primeiro a principal diferença entre elas. Segundo Andreia Lima, nutricionista do Holmes Place, as proteínas de origem animal fornecem aminoácidos de alto valor biológico. Ou seja, é uma proteína bastante completa porque contém todos os aminoácidos essenciais em quantidades e proporções ideais para responder às necessidades do nosso organismo.

Por outro lado, as de origem vegetal são de baixo valor biológico. Porquê? Porque têm uma quantidade menor destes aminoácidos.

Então, a proteína animal é melhor do que a vegetal?

“Não necessariamente. Equilíbrio é a chave. O ideal é consumir as duas em quantidades adequadas para atender as necessidades diárias”, diz à NiT.

As proteínas de origem animal, como as carnes, ovos, leite e derivados, vão fornecer aminoácidos de alto valor biológico. Isto quer dizer que são aqueles que o nosso corpo não consegue produzir. Além disso, são proteínas ricas em ferro, cálcio, zinco e vitamina B12. No entanto, têm como desvantagem o facto de serem pobres em fibras e ricas em gorduras nocivas. É por isso que ingeri-las em excesso, na maioria das vezes, está associado a níveis de colesterol elevados, por exemplo.

Já as proteínas de origem vegetal, como a seitan ou o tofu, possuem, como já tínhamos visto, uma quantidade menor de aminoácidos essenciais. Contudo, em contrapartida, são ricas em vitaminas, fibras, e não têm gorduras más.

A proteína animal é melhor do que a vegetal: verdade ou mito?

Uma tem mais proteína que outra?

De acordo com a nutricionista, uma porção de 100 gramas de tofu contém 8,2 gramas de proteína, 70 calorias, 3,5 gramas de gordura, 1,5 de hidratos de carbono e 0,9 grama de fibra. Mais: tem ferro, cálcio, manganês, selénio, fósforo, magnésio, cobre, zinco e vitamina B1.

E uma porção de 100 gramas de frango (sem pele)? Aqui vai a resposta: corresponde a 20 gramas de proteína, 125 calorias, cinco de gordura, zero grama de hidratos de carbono e de fibra. Além disso, destaca-se pela grande quantidade de proteína e por ser fonte rica de vitaminas do complexo B.

Ou seja, de facto a animal tem mais proteína do que a vegetal, mas isso não invalida a necessidade do nosso corpo pelas duas. “Assim, devemos aliar uma dieta combinada com os dois tipos de proteína, garantindo todos os aminoácidos essenciais ao organismo. O segredo é ter uma alimentação equilibrada, variada e optar por alimentos complementares“, acrescenta Andreia Lima.