Bem-estar

Afinal o que nos dizem os alimentos enriquecidos em proteína?

São uma das novas modas nas estantes dos supermercados, mas nem tudo é tão simples quanto parece. Isto é tudo o que deve saber antes de os pôr no carrinho.

Não há como negar: a proteína está na moda. Basta passar pelos corredores dos supermercados, cheios de produtos enriquecidos com proteína: iogurtes, queijos, leites achocolatados, barras de cereais, massas, gelados e até mortadela. Este boom de novos produtos tem feito surgir dúvidas nos consumidores. De forma a promover escolhas alimentares mais conscientes, informadas e adequadas às necessidades de cada indivíduo, é importante esclarecer tudo.

Primeiro, é preciso notar que a proteína é importante para a construção e manutenção dos músculos, ossos e pele, desempenhando uma função estrutural, bioquímica e imunológica importante tendo em conta o seu papel na estrutura, função e regulação das células e na formação de enzimas, hormonas e anticorpos.

São inúmeros os estudos que comprovam a importância de uma ingestão proteica moderada em diferentes contextos, nomeadamente na recuperação e adaptação ao exercício, na hipertrofia muscular (aumento da massa muscular) e na perda de massa gorda. Neste último contexto, uma ingestão proteica moderada aliada ao treino da força muscular é fulcral na preservação da massa muscular.

Afinal o que nos dizem os alimentos enriquecidos em proteína?

Adicionalmente, a proteína promove uma sensação de saciedade mais prolongada e apresenta um maior efeito térmico comparativamente aos hidratos de carbono e gordura (ou seja, a sua digestão, absorção, transporte e armazenamento implica um maior dispêndio energético), pelo que uma abordagem nutricional mais hiperproteica durante um período de restrição calórica será vantajosa.

A preocupação com a massa muscular não deve ser exclusiva daqueles que querem ter um físico mais musculado, já que esta desempenha um papel importante na redução do risco de doença cardiovascular, obesidade, resistência à insulina, diabetes e osteoporose. De uma forma geral, nas populações ocidentais, a massa muscular e a força parecem estar inversamente correlacionadas com a mortalidade. Assim, independentemente do objetivo relativo à composição corporal, é importante manter uma ingestão de proteína adequada às necessidades individuais, sendo a sua correta distribuição ao longo do dia um aspeto relevante a ter em consideração.

Faz então sentido consumir estes novos alimentos enriquecidos em proteína? Como frequentemente acontece na área da nutrição, a resposta a esta pergunta é “depende” e para ser respondida devem ser esclarecidas várias questões.

De que alimento se trata: se um iogurte enriquecido com uma quantidade aceitável de proteína de boa qualidade ou, pelo contrário, um pão enriquecido com uma quantidade insignificante de proteína e de baixa qualidade? Quais as necessidades nutricionais, objetivo e preferências alimentares do indivíduo? Em que momento do dia vai ser consumido esse alimento? Que outras fontes proteicas poderão ser incluídas no dia alimentar? Qual o orçamento disponível para a alimentação?

Uma coisa é certa: antes de comprar algum destes novos produtos enriquecidos em proteína, deve sempre analisar a declaração nutricional, lista de ingredientes e preço, de forma a perceber até que ponto o consumo do alimento vai ter um impacto importante no alcance das necessidades proteicas (de boa qualidade) no dia alimentar.

Cuidado com o iogurte

Texto PLAYBOY Portugal em parceria com Fitness HUT