Atualidade

Promessa cumprida. Deputados ucranianos votam para perder imunidade parlamentar

O principal objetivo do presidente da Ucrânia é combater a corrupção. A medida entra em vigor em 2020.

Quando o ex-comediante e ator de televisão Volodimir Zelenski foi empossado como presidente da Ucrânia, prometeu proteger a “soberania e a independência” do seu país com um discurso anti-corrupção. Agora, aprovou a abolição da imunidade parlamentar e cumpre uma das suas principais promessas eleitorais.

Com fim da imunidade, que entra em vigor já em 2020, os deputados podem agora ser investigados e julgados como qualquer outro cidadão ucraniano, já que o estatuto lhes permitia a impunidade. Os opositores defendem que a medida pode permitir que os representantes sejam perseguidos por razões políticas.

“É nosso dever aprovar esta lei e pôr as pessoas fora desta sala em condições iguais às pessoas cá dentro”, afirmou no debate parlamentar o deputado Alexander Dubinski, do Servo do Povo, o partido fundado por Zelenski.

Os outros projetos do atual governo visam “a redução do número de deputados, a possibilidade de os cidadãos apresentarem propostas de lei, a demissão de deputados que votem no lugar de colegas ausentes nas sessões parlamentares ou que faltem a um terço, e a entrega da competência de nomear e demitir os directores da agência de combate à corrupção e de investigação nacional ao presidente”, sublinha o “Público”.

O atual presidente de 41 anos não é um homem convencional. Eleito em abril, graças ao descontentamento dos ucranianos com o governo, tornou-se no presidente com maior poder desde a independência, em 1991.

Zelenski conquistou popularidade ao interpretar, na série televisiva “O Servo do Povo”, um professor de História que chega à presidência por acaso, depois de um inflamado discurso contra a corrupção se ter tornado viral na Internet. Zelenski deu mesmo ao seu partido político o mesmo nome do programa de televisão que o tornou famoso.