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“Este tweet viola as regras”. Twitter não se assusta com Trump e volta a deixar alerta

Ameaça de reprimir protestos com tiros mereceu alerta da rede social.

Não há dúvidas de que uma parte da presidência de Donald Trump tem sido passada no Twitter, a sua principal plataforma de comunicação. Menos comum é ver o presidente dos EUA zangado com a própria rede social. Mas enquanto mais de cem mil norte-americanos perderam a vida por complicações do Covid-19, é mesmo o Twitter quem tem marcado a atualidade.

Tudo começou quando se falou na possibilidade de alargar os critérios para facilitar o voto por correspondência nos EUA. Trump escreveu no Twitter que o voto por correspondência é “fraudulento” e “as caixas de correio serão assaltadas” e a plataforma fez o que tem feito com publicações potencialmente falsas: deixa um alerta a explicar que as mensagens poderão necessitar de “contexto adicional e verificação de factos”.

Este episódio aconteceu na passada terça-feira, dia 26 de maio. Dois dias depois, na última quinta-feira, a Casa Branca anunciou que Donald Trump iria recorrer a um dos seus principais instrumentos de poder e assinar uma ordem executiva sobre as redes sociais, sem no entanto especificar o que estava em causa.

Entretanto, Trump voltou a falar no Twitter para os seus milhões de seguidores, agora a propósito da morte de George Floyd às mãos da polícia, em Minneapolis.

Enquanto três agentes não faziam nada para impedir a tragédia, um quarto pressionou com o joelho o pescoço do homem de 50 anos, com este já algemado e no chão. Apesar de apelos de várias pessoas à volta, os polícias continuaram. Floyd não sobreviveu e o caso voltou a trazer protestos sobre a violência policial e racista nos EUA.

No Minnesota, onde o caso ocorreu, entre os protestos tem havido também vandalismo de lojas e pilhagens. Foi sobre isto que Trump tweetou, salientando que o governador local teria todo o apoio dos militares. Deixou, ainda, uma ameaça no ar bem ao seu estilo: “quando começarem as pilhagens, começam os tiros”.

O tweet pode ser lido mas o utilizador terá de aceitar fazê-lo por conta e risco. É que o Twitter não se assustou e colocou a publicação do presidente dos EUA como uma que “violou as regras” da plataforma.