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“A Besta”: o que esconde a nova máquina oficial de Trump

O novo Cadillac One está cheio de gadgets dignos de um filme de James Bond.

“A Besta” desceu à terra e circulou finalmente pelas ruas de Nova Iorque. Falamos, claro, do novo carro oficial do presidente norte-americano, que fez a sua estreia este domingo, 23 de setembro. O novo Cadillac One foi encomendado em 2014, ainda durante o mandato de Barack Obama, e é uma nova versão da máquina criada em 2009 para uso exclusivo do presidente. Ao fim de quatro anos de aperfeiçoamento, a máquina ficou finalmente pronta – e está cheia de gadgets dignos de um filme de James Bond.

Compreensivelmente, os Serviços Secretos não gostam de fazer publicidade às funcionalidades mais especiais do veículo, embora muitas delas já sejam conhecidas. Segundo o “Daily Mail”, as portas da “Besta” têm oito polegadas de espessura, sensivelmente a mesma espessura das portas de um avião Boeing 757. Quando estão fechadas, elas selam completamente o compartimento interior, tornando-o imune a ataques químicos. E até por isso existe um depósito de oxigénio na mala para que os passageiros fiquem imuntes aos perigos. Os vidros são feitos de policarbonato e têm cinco camadas – e obviamente são à prova de bala.

O exterior do carro é feito de uma liga de metal, alumínio e titânio, capaz de resistir a centenas de tiros e até a impactos de explosões. E algo que se chama “Besta” não pode ser propriamente levezinha: o carro está assente num chassis de um camião da Chevrolet e os rumores indicam que deverá pesar entre sete e nove mil quilos, mais ou menos o mesmo peso do que um camião completamente carregado de mercadorias. Até os pneus são feitos de Kevlar, o material usado nos coletes à prova de bala, e podem circular mesmo com furos ou sem pressão.

O interior não foi esquecido. Além de esconder armas, máscaras de gás e até uma caixa que guarda uma reserva de sangue do mesmo tipo de Donald Trump, o condutor é especialmente treinado pelos Serviços Secretos e, segundo dizem, é capaz de fazer manobras evasivas dignas de um “Velocidade Furiosa”, como por exemplo uma curva de 180 graus em marcha-atrás, a famosa J-turn.

A comunicação também foi modificada, para que seja possível manter uma ligação constante e encriptada com os Serviços Secretos, mas também com o Vice-presidente e o Pentágono.

Além da segurança, a “Besta” também se preocupa com o conforto de Trump. A limousine vai manter o estilo de assentos da anterior, ou seja, três bancos no total. O da frente com capacidade para dois lugares, o do meio – virado para trás – para três e o da traseira para dois.

Tal como a versão de 2009, foram fabricados 12 modelos da limousine com um preço por unidade a rondar os 1,25 milhões de euros. Um preço exorbitante para se tivermos em conta que dificilmente será utilizada durante mais do que 30 minutos de cada vez, já que os trajetos mais longos são sempre feitos de helicóptero ou avião.