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O Porsche mais velho do mundo pode tornar-se no mais caro de sempre

O Type 64 é o pai de todos os modelos da marca alemã e vai ser a estrela de um leilão milionário.
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Pode dizer-se que foi o pai de todos os Porsches. “Sem o Type 64, não teria havido um Porsche 356, 550 ou 911”. A frase é da RM Sotheby’s, que descreveu o quão significativo é este carro para a história da fabricante alemã. Datado de 1939, o Type 64 foi carro pessoal de Ferdinand e Ferry Porsche, os fundadores da marca.

Agora, a máquina vai a leilão pela mão da RM Auctions, em Monterrey, nos EUA, no próximo 15 de agosto. Acredita-se que o valor final poderá atingir valores que podem chegar aos 20 milhões de euros, o que fará dele o Porsche mais caro de sempre.

A história do automóvel começou quando Ferdinad pediu uma versão mais ligeira e veloz do KdF-Wagen – a versão original do VW Beetle –, em 1939, a propósito de uma corrida entre Berlim e Roma. A Volkswagen encomendou três versões especiais de longa distância do KdF-Wagen que serviriam de base para o Porsche 356. Os três veículos foram construídos na Reutter Works e o chassis conta com uma carroçaria em alumínio.

A Segunda Guerra Mundial levou ao cancelamento da prova e só houve a oportunidade de construir um exemplar que acabaria por se tornar propriedade do Estado. Ferry Porsche não desistiu e decidiu terminar os outros dois que serviram como base de testes para futuros modelos da Porsche.

O terceiro Type 64 foi criado a partir de um chassis do primeiro veículo que foi danificado num acidente em 1940. Acabou por ser usado como carro de família dos fundadores. Quando a empresa foi relocalizada na Áustria, entre 1944 e 1948, foi armazenado com o segundo chassis.

Apesar de partilhar a suspensão e a transmissão do KdF-Wagen, o Type 64 era bem diferente. Utiliza tecnologia de aviação da Segunda Guerra Mundial. O exemplar agora colocado à venda corresponde ao terceiro e último a ser fabricado, já que foi o único modelo que sobreviveu à guerra.

O carro foi restaurado em Turim, em 1947, pelo fundador da Pininfarina e adquirido pelo seu segundo dono, Otto Mathé, que o manteve até morrer em 1995. Em 1997 foi comprado por Thomas Gruber que participou em diversas provas de clássicos. Entretanto, o carro foi vendido ao seu quarto dono há mais de dez anos, estando agora à venda em leilão.