Man cave

Vem aí um rival do Android? Huawei está a criar uma alternativa ao bloqueio da Google

A inclusão na lista negra dos EUA poderá impedir os novos dispositivos de aceder ao Android. Os chineses têm um plano B.

A notícia foi uma bomba e colocou imediatamente um enorme desafio à Huawei: o bloqueio da Google e a possibilidade de ficar impedida de usar de forma plena o sistema operativo Android – especialmente sem aplicações da gigante norte-americana como o Gmail – obrigaram os executivos chineses a encontrarem uma solução. Após a administração do presidente norte-americano Donald Trump ter assinado a ordem executiva que proíbe o uso de qualquer material da Huawei nos EUA, Bruce Lee, um dos executivos da empresa asiática, afirmou na sua página da rede social chinesa Weibo que a marca está a criar o seu próprio sistema operativo para dispositivos móveis.

Esta poderá ser a grande solução da empresa no caso da disputa que envolve acusações de espionagem não ficar resolvida a nível político. A Huawei, que irá ficar afastada de qualquer atualização oficial do ssitema operativo Android – que usa em todos os seus aparelhos – e poderá apenas usar, nos futuros dispositivos, uma versão básica do software, procura assim uma alternativa. E ela pode chegar em forma de grande rival do sistema da Google.

Antes da escalada de forças nesta luta, o Departamento de Comércio dos EUA decidiu para já dar algum descanso à empresa chinesa e concedeu-lhe uma prorrogação de 90 dias para fornecer suporte a aparelhos e componentes de rede existentes. Sendo assim, até 19 de agosto, a multinacional chinesa terá uma “licença temporária” emitida pelo departamento para “manter e dar suporte a redes e equipamentos já existentes e atualmente totalmente operacionais, incluindo atualizações de software e correção de erros, sujeita a contratos juridicamente vinculantes”.

Apesar da licença, a Huawei teria os seus smartphones limitados aos códigos base fornecidos pela Google e decidiu pensar numa alternativa ao Android. Posto isto, a Huawei procura alternativas não só para o hardware utilizado bem como o software. A marca utiliza processadores (SoC’s) feitos pela própria, os Kirin. No entanto, até ao momento sempre utilizou o software desenvolvido pela Google, mais concretamente o Android.

Curiosamente, os três meses de licença concedidos pelos EUA equivalem ao mesmo tempo que a fabricante tinha previsto para resolver a situação e não depender dos negócios que tem com os EUA, nem pôr em risco a própria marca.