Desporto

Éder só marcou 14 golos desde a final do Euro 2016

Jogo histórico para Portugal foi há três anos, no dia 10 de julho. Mas a vida não tem corrido bem ao herói de Paris.

Quase todos os portugueses sabem onde estavam na noite de 10 de julho de 2016. Afinal, foi a noite em que Éder saltou do banco para, aos 109 minutos de uma intensa final contra França, marcar o golo que valeu a Portugal o título de campeão da Europa.

Esta quarta-feira, exatamente dia 10 de julho, celebram-se três anos desde que o avançado português pôs o País inteiro a gritar, a chorar, a rir, a festejar e a viver um conjunto de emoções como não se tinha visto até à data. Éderzito António Macedo Lopes, mais conhecido por Éder, será sempre lembrado como o herói nacional daquela noite em Paris. No entanto, os últimos três anos não foram fáceis para o jogador.

Desde a noite da mítica final, Éder participou em entrou em 101 jogos — no Lille e no Lokomotiv de Moscovo, onde ainda joga —, mas só conseguiu marcar 14 golos, o que dá uma média de um golo a cada 7,6 jogos. Ao todo, nestes três anos, Éder esteve em campo durante 5811 minutos.

No entanto, a falta de pontaria não retirou a Éderzito a estrelinha de campeão: em 2018, o português marcou o golo da vitória sobre o Zenit que levou o Lokomotiv a conquistar o campeonato russo. Curiosamente, tal como no jogo do Europeu, entrou a poucos minutos do final e resolveu a partida.

Já do ponto de vista financeiro, estes três anos também não foram particularmente positivos. Quando Portugal venceu o Euro 2016, Éder estava avaliado em cinco milhões de euros. Atualmente, não passa dos 3,5 milhões.

Éder nasceu na Guiné-Bissau mas veio para Portugal com apenas três anos. A família não tinha condições para criá-lo e por isso a infância do agora internacional luso não foi das mais fáceis. Ainda assim, começou a jogar desde pequeno no Adémia, da zona de Coimbra, e passou pelo Oliveira do Hospital e pelo Tourizense antes de chegar à Académica, onde deu nas vistas. Mudou-se para o Braga em 2012 e diríamos mesmo que essa foi a melhor época do avançado.

Em 32 jogos Éder conseguiu marcar 16 golos, um recorde que ainda hoje se mantém. A época seguinte não correu tão bem, mas a terceira e última temporada em Braga levou-o a marcar 14 golos em 39 jogos, o que chamou a atenção do Swansea, para onde se transferiu em 2015. Essa mudança não correu como esperado e o avançado foi emprestado ao Lille em janeiro de 2016. Curiosamente, foi aí que a carreira de Éder mudou.

Nunca foi um jogador consensual mas conseguiu ganhar alguns pontos no apreço dos portugueses com o golo da final do Europeu. “Já vi o golo mais de 15 vezes. Às vezes vou ao YouTube só para o rever”, chegou a revelar em entrevista. De facto, ficou na memória de todos os amantes do futebol.

O regresso ao Lille no final do verão de 2016 ficou marcado por algumas peripécias e brincadeiras, especialmente por ser o português o carrasco dos franceses, que o olhavam de lado. No entanto, a época não correspondeu ao estatuto de herói que acabara de ganhar: 37 jogos só se traduziram em sete golos.

Na época seguinte, 2017/18, foi emprestado ao Lokomotiv, que acabou por comprá-lo no final do empréstimo e onde joga agora. Os números continuam a não ser os melhores, ainda assim, há um feito a assinalar.

Já no plano pessoal, tudo parece correr bem ao avançado: desde 10 de julho de 2016, Éder casou e até foi pai.