Bem-estar

5 hábitos simples para consumir menos sal – e ser mais saudável

Segundo a OMS, os portugueses consomem o dobro da dose diária máxima recomendada. Está na altura de parar.

Diz o provérbio que a “comida sem sal não sabe bem nem mal”. Na verdade, a comida sem sal não tem qualquer sabor. O problema é que os portugueses gostam de refeições saborosas e, por isso, consomem em média 10,7 gramas de sal por dia, o que corresponde ao dobro do consumo máximo recomendado pela Organização Mundial de Saúde de cinco gramas por adulto.

Segundo a nutricionista Sónia Marcelo, é possível reduzir a quantidade sem que a comida perca o seu sabor. Para não sentirmos a falta dele, podemos adicionar outros condimentos que deem sabor de forma natural, sem concentrações de sódio tão elevadas.

Uma das comidas preferidas dos portugueses pode ser um problema. Falamos do pão, que se pode traduzir em consumos elevados de sal. Contando que consumimos aproximadamente 1,4 gramas de sal por cada 100 gramas de pão – valor estabelecido em 2009, aquando do protocolo com a panificação, num compromisso de reduzir o teor de sal –, o consumo exagerado pode colocar-nos num patamar de risco.

Esta segunda-feira, 28 de janeiro, arrancou um estudo científico que pretende avaliar o impacto na saúde de um programa de reeducação alimentar de redução do consumo do sal. A investigação é portuguesa e da autoria da Unidade Universitária de Lifestyle Medicine da CUF e também do Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS). Os voluntários serão seguidos e terão o peso, o perímetro abdominal e a pressão arterial monitorizados.

Segundo a OMS, os portugueses consomem em média o dobro da dose máxima diária recomendada de sal

Sónia Marcelo avisa que “o excesso de sódio é silencioso” e, portanto, os efeitos nocivos para a saúde não são imediatemente visíveis. Um dos efeitos provocados é uma tensão arterial desregulada, que se pode traduzir no surgimento de “algumas doenças como problemas renais” e de uma menor longevidade.

Não existe, contudo, uma medida certa para todos. As doses de sal ingeridas devem ser adaptada a cada pessoa. “Um adolescente ou um desportista necessitam de uma maior quantidade”, justifica.

O sal de cozinha é um mineral formado, principalmente, por cloreto de sódio, que tem uma importante função na regulação do nosso organismo. A nutricionista alerta que, precisamente devido a essa importância, ele não pode ser retirado por completo da nossa alimentação.

“Se o excesso de sódio causa problemas, a sua deficiência também” e, por isso, é necessário “um equilíbrio”. “O sódio está implicado em várias funções do nosso corpo a nível celular. Os nossos músculos precisam de sódio para haver contração muscular e é importante para regular a glicémia, já que as células também precisam de sódio para que haja produção de insulina e para que a glicose entre nas células”.

Para a maioria dos adultos, a dose necessária são cinco gramas sal e duas gramas de sódio. Os desportistas de alto rendimento necessitam de um pouco mais devido à contração muscular. Portanto, “optar por bolachas sem sal, tostas sem sal e tudo sem sal vai fazer com que tenhamos uma quantidade de sódio inferior ao necessário”. Precisamos desse mineral, mas em pouca quantidade.

Retirar o sal da indústria alimentar não é uma tarefa fácil, até porque os produtos perderiam no sabor e tornar-se-iam menos apelativos. A tarefa recai, portanto, em cada um de nós. Nesse caso, teremos de ” ingerir menos esses produtos e procurar outras alternativas”, aconselha a nutricionista

A PLAYBOY e a nutricionista Sónia Marcelo juntaram alguns truques que o vão ajudar a reduzir o sal para doses saudáveis e, ao mesmo tempo, evitar que a comida perca sabor. Vai ver que não é difícil. Carregue na galeria para continuar a ler.