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Garrafeira lisboeta boicota vinhos de Joe Berardo

A polémica intervenção na Comissão Parlamentar está na origem do protesto da BacoAlto aos vinhos do empresário.

A passagem de Joe Berardo pela comissão de inquérito parlamentar à gestão da Caixa Geral de Depósitos foi turbulenta e deixou perplexos deputados e muitos portugueses. Questionado sobre os milhões de euros que as suas empresas deixaram por pagar em dívidas ao banco, o empresário disse explicitamente que não tinha dívidas e não era dono de nada. A postura foi vista como uma afronta e as reações não demoraram. Uma das primeiras chega de um local inesperado: uma garrafeira lisboeta que deixou de vender vinhos produzidos por empresas detidas por Berardo.

O boicote foi anunciado no Facebook da Baco Alto, onde os responsáveis do espaço anunciam que a partir de 14 de maio, a loja “não vende, não compra nem aconselha vinhos das empresas das quais José Manuel Rodrigues Berardo é acionista, as razões são mais que conhecidas”.

“Quem rouba os portugueses não pode ser ajudado, sublinha a mensagem. A loja foi felicitada por mais de uma centena de seguidores e partilhada mais de 500 vezes.

O empresário madeirense é acionista da Bacalhôa e Quinta do Carmo, onde são produzidos vinhos de referência como o JP Azeitão, Quinta da Bacalhôa, Palácio da Bacalhôa, Quinta do Carmo ou Aliança Velha.